Tradicional bebida inspira estudante a empreender com sucesso

Está sentindo o cheirinho de café? Uma boa xícara da bebida faz parte do começo do dia de muita gente. Para ir ao trabalho, depois do almoço, no lanche da tarde… para amantes de cafeína, não existe hora certa para se deliciar com essa bebida. Enfim, uma paixão pelo café, uma veia empreendedora e criativa. Foi assim que a estudante da 1ª série do Ensino Médio do Colégio Batista Mineiro, unidade Buritis, Ana Flávia Lourenço Silva, 15, resolveu vender a produção de café do seu avô.

Tudo começou, quando ela pensou em comprar um celular com seu próprio dinheiro. Comentou com seu pai, e ele sugeriu que ela vendesse máscaras por um tempo, até juntar o dinheiro para comprar o celular. “Gostei da ideia de vender alguma coisa, mas não exatamente máscaras. Então pensei em algo que me desse prazer e descobri o quanto eu gostava de café e de todo o seu processo de cultivo. Aí pensei: vou vender o café do meu avô”, explica a empreendedora.

De início Ana Flávia, comprou 3 sacas (180kg) de café do seu avô. Vendeu tudo e muito rápido. Então, com o dinheiro que ela já tinha mais o que ela ganhou de aniversário, conseguiu comprar mais 10 sacas, e assim, depois de 4 meses chegou a marca de 1/2 tonelada de café vendido. Ana Flávia Iniciou esse projeto em julho de 2020, criou a marca Café D’vovô e vende para todo o Brasil.

Empreender é no Batista

Ana Flávia ingressou no Colégio Batista ainda bebê, e toda sua trajetória como estudante contribui fortemente para o sucesso do seu negócio. “Coloquei em prática os conhecimentos aprendidos nas aulas de português, e por isso, pude desenvolver textos atrativos sobre o meu produto nas redes sociais, além de ter superado o medo de falar em público. Aprender matemática no Batista fez toda a diferença para o meu empreendimento, uma vez que preciso calcular a porcentagem dos grãos sadios de uma safra, calcular o peso total das sacas, o preço final para o consumidor, enfim, a matemática se faz presente diariamente na minha vida”.

A empresária ressalta ainda, que a disciplina de ensino religioso moldou o seu caráter e a ensinou a confiar mais em Deus. “Eu aprendi a tratar todos com dignidade, respeito, atenção, sem atropelar os processos, fazendo tudo com muita cautela e excelência. Isso para mim, foi de extrema relevância para a condução do meu negócio e para viver um relacionamento de intimidade com Deus.”

Na disciplina de geografia, ela conta que estudou sobre os solos mais apropriados para o plantio do café, quais as medidas assertivas para a preservação do meio ambiente e sobre as variações climáticas de cada região. “Todos os ensinamentos adquiridos no Batista eu pratico diariamente no campo profissional, social, acadêmico, familiar, enfim, aprendizados que eu levo para a vida toda”, reforça a empresária.

 Inspiração e criação

Desde criança, Ana Flávia esteve envolvida com café. Seja brincando na lavoura do seu avô, José Lourenço, colhendo e apreciando o café, visitando museus sobre a história dessa bebida, mas nunca imaginou vender café. “Minha inspiração nasceu a partir do exemplo e história de vida do meu avô. Além disso, é uma forma que eu encontrei de replicar todo o conhecimento adquirido por ele e perpetuar o gosto pela lavoura nas próximas gerações. Agradeço a Deus por me capacitar diariamente para vencer os desafios de empreender e estudar sobre o café”, conta Ana Flávia.

O café mistura a sua história com a do Brasil. Já foi o principal produto, e hoje ainda tem um peso considerável no PIB brasileiro. Cada dia mais pessoas conhecem e se apaixonam por cafés especiais, mercado em franco crescimento. Cerca de 35% dos cafés consumidos no mundo vem do Brasil.

A propriedade da família de Ana Flávia, localizada na Região das Matas de Minas, no município de Sericita, que é uma região conhecida e premiada pela produção de cafés especiais e está situada em uma área de Mata Atlântica e montanhas no leste do estado de Minas Gerais. “Eu confio em Deus e sei que ele pode fazer o que quiser com nossa lavoura. Vamos continuar fortes, buscando cada vez mais qualidade para nosso café, sem nunca deixar de lado a sustentabilidade e o respeito com a natureza”, conclui.

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