Coordenadora do curso de Direito da Faculdade Batista é nomeada Vice-Presidente da OAB MG na Comissão de Direitos Humanos

No dia 05/08, no auditório da seccional mineira da OAB, foram empossados os presidentes que fazem parte das 76 comissões da instituição.

Com discurso assertivo, Raimundo Cândido Júnior, presidente da seccional mineira, destacou que os integrantes devem trabalhar em prol da advocacia e da cidadania. “Vocês foram convocados para servir a Ordem e a advocacia e fazer acontecer em plenitude esta prestação de serviço à comunidade. Nós somos indispensáveis à administração da justiça, mas a sociedade é a principal beneficiada com nosso trabalho”.

Na solenidade, a Professora Aparecida Vidigal, coordenadora do curso de Direito da Faculdade Batista de Minas Gerais, foi nomeada vice-presidente da comissão de Direitos Humanos da OAB de Minas Gerais. Conversamos com ela sobre esse momento marcante, confira:

Como essa nomeação afeta sua relação como coordenadora do curso de Direito da Faculdade Batista?

A nomeação para assumir a Vice-Presidência da OAB Estadual da Comissão de Direitos Humanos aproxima a Faculdade Batista dessa Instituição tão importante para a advocacia mineira. Estando próxima da OAB nossos alunos, por consequência, também estarão.

Acredito que seja um momento muito importante em sua carreira. Era algo desejado há muito tempo? Sente o peso de ser uma referência para os alunos?

De fato é um momento muito importante, principalmente porque acredito no que faço: educar e advogar. São minhas duas paixões. Acredito na justiça e na construção de um país mais humano e fraterno. Nesse sentido, a OAB tem demonstrado ser uma grande referência no país. As atribuições que recebemos ao longo da vida sempre geram responsabilidades, porém não avançamos sem desafios.

O presidente da seccional mineira, Raimundo Cândido Júnior, ressaltou a importância do trabalho de advocacia perante as necessidades sociais. Como essa visão é introduzida na formação dos alunos da Faculdade Batista? 

A Faculdade Batista sempre se preocupou em ir além no que diz respeito à formação de seus alunos. Para nós, da FBMG, não basta ser um profissional em Direito, é preciso ser também ético e humano. Acreditamos na formação integral dos nossos alunos, por isso vivemos o que ensinamos. Esse legado é de todos os que buscam um mundo melhor e, sem dúvida alguma, buscamos isso.

A nos últimos anos, o brasileiro tem discutido mais sobre direitos e deveres da sociedade, a senhora acredita que esse comportamento interfere diretamente no desenvolvimento do país?

É muito importante conhecermos nossos direitos, sem isso não podemos lutar por eles. Contudo, é de suprema importância aceitar que direitos trazem deveres que não podem ser negligenciados. Nosso país passam por vários tipos de crises, mas a econômica é a menor delas; não tenho dúvida de que nossa maior crise é a moral. Precisamos rever nossos parâmetros de conduta e decidir que tipo de país queremos deixar para nossos filhos e netos. Nenhum país pode se desenvolver enquanto não tiver metas claras e valores definidos.

A senhora acredita que ainda falta entendimento por parte da sociedade civil acerca dos Direitos Humanos e seus princípios? Se sim, qual é o papel da entidade diante de possíveis distorções do que significam esses direitos?

Essa pergunta é excelente, porque quando se fala em Direitos Humanos muitas pessoas pensam em defesa de bandidos e pronto.

Pois bem, não é nada disso. É preciso que entendamos que os Direitos Humanos são todos os direitos relacionados à garantia de uma vida digna a todas as pessoas. Os direitos humanos incluem o direito à vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à educação, à moradia e ao respeito, entre e muitos outros. Todos merecem estes direitos, sem discriminação. São direitos garantidos às pessoas pelo simples fato de serem humanas. Abrangem as liberdades básicas fundamentais para a dignidade dos seres.

Não podemos construir um país civilizado defendendo práticas indignas contra seres humanos. Temos que punir aqueles que infringem as regras como previsto em nossas leis, o que excede a isso é pura barbárie.

 

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