Cerca de 50 escolas participam da palestra “Competências Socioemocionais”, da Rede Batista de Educação

Reconhecer-se em seu contexto histórico e cultural, comunicar-se, ser criativo, analítico-crítico, participativo e responsável requer muito mais do que acúmulo de informações. É necessário desenvolver competências socioemocionais para aprender a aprender, atuar com ponderação nos contextos das culturas digitais, resolver problemas, ser proativo para analisar uma situação, buscar soluções, tomar decisões, conviver e aprender com as diferenças. 

Na busca de cooperar para que outras instituições também atendam a esta demanda, a Rede Batista de Educação realizou, na última sexta-feira (15), a palestra “Competências Socioemocionais: uma contribuição à formação da ética e da emoção”. Cerca de 50 instituições de ensino mineiras, incluindo as escolas parceiras da Rede, participaram da iniciativa, ministrada pela assessora acadêmica e professora Lilian Neves. 

Conforme o Diretor-Geral da Rede Batista de Educação, Valseni Braga, é por causa desse investimento na educação integral que os estudantes do Colégio Batista têm conseguido se destacar no que tange às competências socioemocionais. “Nós abordamos a educação em quatro dimensões, sendo o corpo uma delas. Também trabalhamos com a educação na dimensão cognitiva, porque uma escola precisa ter um currículo de alta qualidade e infraestrutura adequada para isso. As outras dimensões são a ética socioemocional e a transcendência espiritual”, detalhou. 

O diretor de Comunicação e Expansão da Rede Batista e diretor da Faculdade Batista de Minas Gerais, Claudinei Franzini, acrescentou que a educação integral é uma realidade hoje na instituição porque ser um trabalho iniciado há quase duas décadas. “A gente se antecipa e minimiza problemas. Quando a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) chegou, não foi novidade para nós, porque é algo que já está em nossa rotina, pois temos trabalhado a questão do ser humano integral ao longo de 17 anos”, frisou.

Como explica Lilian, é importante focar na educação integral do estudante para formar pessoas com capacidade para trabalhar em equipe, conquistar autonomia, exercer tomada de decisões com consciência e integrar competências socioemocionais às complexas habilidades do pensamento. “Precisamos entender as competências como um saber aplicado. Educar é operar um saber que age; é colocar o saber em ação”, frisou Lilian, que também é executiva das atividades do “Núcleo de Pesquisa de Educação por Valores” e organiza o “Programa de Formação Ética e Socioemocional” junto ao Instituto Hexis – parceiro da Rede Batista de Educação no desenvolvimento humano integral e contínuo – com foco nas competências do século XXI. 

Dentre as ferramentas para o melhor desenvolvimento das competências socioemocionais, a assessora acadêmica ressaltou a teoria da Psicologia que mostra que a personalidade pode ser mapeada em cinco dimensões: extroversão, abertura para novas experiências, consciência, estabilidade emocional e sociabilidade. “Estas dimensões, no estudante, não vêm prontas. Por isso, o papel da escola é potencializá-las”, afirmou.

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